Sou galáxias além da Via Láctea
Sou estrelas mais colossais e maiores que o sol
Sou um bólide-asteróide que transpassa Júpiter,
Soçobrando a vida pulsante qual habita o Planeta Azul.
Sou o vácuo que aumenta gritantemente
Pois as chagas e a opressão
Grassam e grelam
Sem precedentes, sem medida, sem padrão.
Sou um espectador inócuo, impotente,
Que olha, lugubremente,
A ganância edificar necrópoles
Para aqueles nascidos do sol da esperança.
Sou crepúsculos e auroras
Sou surpresas e alamedas erráticas
Sou brumas e luzernas
Sou um canto anônimo e estéril
Sonhando, incessantemente,
Com o dia que a luz da compreensão
Penetre-nos a retina da mente
E nos soçobre definitivamente
A fome pela magna quadra destrutiva:
A cobiça, o poder, a tirania, a supremacia!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
ESTE BLOGUE TEM POR COMPROMISSO EXPOR OS NOVOS POEMAS DE JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA. ATENÇÃO: TODOS OS POEMAS FORAM REGISTRADOS PELA BIBLIOTECA NACIONAL, SITUADA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E SE ENCONTRAM SOB A PROTEÇÃO DA LEI DOS DIREITOS AUTORAIS N° 9.610/98 BlogBlogs.Com.Br
sexta-feira, 24 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
POEMICÍDIO
Comer o papel escrito denotativamente
É processá-lo usando a máquina do metabolismo
E o expelir do organismo,
Através do reto,
Para que aflua ao caminho dos demais dejetos.
Ah, com o perpasso do tempo,
Á mãe NATUREZA regressa
Como o fecundo adubo qual alimenta a terra.
Degustar as letras,
Metonimicamente,
É disparar a tinta:
Bala da ferina lufada de fricção
Ao verso dirigida.
Pranto do meu pranto
É quando o gosto do meu fel
planta e derrama
lágrimas da minha errância, culpa que sangra o réu!
Afinal,
Assassino o meu filho;
Assassino o fragmento mais querido da minha ilha;
Assassino minha lavra:
Dando cabo do meu poema
Pois, assim, aplaco a raiva.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
É processá-lo usando a máquina do metabolismo
E o expelir do organismo,
Através do reto,
Para que aflua ao caminho dos demais dejetos.
Ah, com o perpasso do tempo,
Á mãe NATUREZA regressa
Como o fecundo adubo qual alimenta a terra.
Degustar as letras,
Metonimicamente,
É disparar a tinta:
Bala da ferina lufada de fricção
Ao verso dirigida.
Pranto do meu pranto
É quando o gosto do meu fel
planta e derrama
lágrimas da minha errância, culpa que sangra o réu!
Afinal,
Assassino o meu filho;
Assassino o fragmento mais querido da minha ilha;
Assassino minha lavra:
Dando cabo do meu poema
Pois, assim, aplaco a raiva.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
sexta-feira, 17 de julho de 2009
O VERBO DA MALDADE
Pessoas que terraplenam a chama da vida
Não podem ser vistas como a mais horrenda alcateia;
São, ao contrário, guardiões da longeva luzerna.
Sandálias e Alpercatas
Quais, inexoravelmente, incineravam
--- com o seu vulcânico solado ---
As Cataratas que escudassem
A Flora da Liberdade
Não deveriam desfilar pelas passarelas da sabedoria e da bondade
Como paladinas da orgânica magia:
Isto por serem, na verdade, fanáticas discípulas
Da cavalaria do tirânico sofisma:
Templo da sádica, vil e infame vaidade, sujidade, vilania!
Ah,
Quando as Sandálias e Alpercatas
Evocam o desejo
De manhãs infinitas
Para a orgânica magia,
Estão, de fato,
Relembrando, com saudade,
Do tempo em que prosperava
O eco do império
Do Verbo da Maldade.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Não podem ser vistas como a mais horrenda alcateia;
São, ao contrário, guardiões da longeva luzerna.
Sandálias e Alpercatas
Quais, inexoravelmente, incineravam
--- com o seu vulcânico solado ---
As Cataratas que escudassem
A Flora da Liberdade
Não deveriam desfilar pelas passarelas da sabedoria e da bondade
Como paladinas da orgânica magia:
Isto por serem, na verdade, fanáticas discípulas
Da cavalaria do tirânico sofisma:
Templo da sádica, vil e infame vaidade, sujidade, vilania!
Ah,
Quando as Sandálias e Alpercatas
Evocam o desejo
De manhãs infinitas
Para a orgânica magia,
Estão, de fato,
Relembrando, com saudade,
Do tempo em que prosperava
O eco do império
Do Verbo da Maldade.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
KINGDOM OF BLUE STARS
Lá, pairando a fulgurar além da terra,
Além da Via Láctea,
Estão estrelas com uma envergadura
Que transcende abissalmente a magnitude do sol.
Lá,
O Astro Gerador da Vida Terrestre
Não chegaria sequer a coadjuvante ou a tangível figurante:
Seria um opaco treseunte sujeito a um ocaso
Inexorável e célere.
Lá, nós nem sequer cogitaríamos
Abraçar e nos apoderar da fonte da destruição,
Porque antes de existirmos,
A energia heliocêntrica já teria sido esmagada
Pela onipotência da azulina constelação.
Lá, não existiria
Poder, poetas, fauna, flora, oceanos, florestas;
Amores, rancores, jogos, atores, amantes, cônjuges
Nem corrupção!
Lá,
Somente estas estrelas
A reinarem soberanamente
Azuis.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Além da Via Láctea,
Estão estrelas com uma envergadura
Que transcende abissalmente a magnitude do sol.
Lá,
O Astro Gerador da Vida Terrestre
Não chegaria sequer a coadjuvante ou a tangível figurante:
Seria um opaco treseunte sujeito a um ocaso
Inexorável e célere.
Lá, nós nem sequer cogitaríamos
Abraçar e nos apoderar da fonte da destruição,
Porque antes de existirmos,
A energia heliocêntrica já teria sido esmagada
Pela onipotência da azulina constelação.
Lá, não existiria
Poder, poetas, fauna, flora, oceanos, florestas;
Amores, rancores, jogos, atores, amantes, cônjuges
Nem corrupção!
Lá,
Somente estas estrelas
A reinarem soberanamente
Azuis.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
sexta-feira, 10 de julho de 2009
SINFONIA DA GUARDA DA ABERTA CAIXA DE PANDORA
Desnudam-se da pele
Da servidão ao escudo
Para destilar,
Livre e deliberadamente,
Peçonha e lufadas de chumbo
Que conduzem a hoste
De crisálidas, alvoradas,
Altas manhãs ensolaradas e do limiar
Da crepuscular tarde sábia
Á ávida bocarra
Da pérfida cova rasa.
Não,
Nem mesmo se apiedam
Do incauto repouso
Que, num quarto humilde,
Regozijadamente se hospeda:
A bem da verdade,
Como discípulos da humana miséria,
As sentinelas da Pátria da emoção desértica
Alimentam seus olhos de harpia ou hiena
Com o colírio da malévola quimera
E projetam, em tudo o que contemplam,
A paisagem da voragem, da tragédia!
Também vivem
Para dirigir
---- com mãos lascivas, ferinas, empedernidas, austeras, férreas -----
A operária orquestra
Das inebriantes Mandrágoras modernas.
Afinal,
A música da tortura
É executada:
O vírus da tristeza
Em direção ao povo
Sequiosamente se alastra,
Dando margem á era
Do contínuo desfile
Da fúnebre marcha.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Da servidão ao escudo
Para destilar,
Livre e deliberadamente,
Peçonha e lufadas de chumbo
Que conduzem a hoste
De crisálidas, alvoradas,
Altas manhãs ensolaradas e do limiar
Da crepuscular tarde sábia
Á ávida bocarra
Da pérfida cova rasa.
Não,
Nem mesmo se apiedam
Do incauto repouso
Que, num quarto humilde,
Regozijadamente se hospeda:
A bem da verdade,
Como discípulos da humana miséria,
As sentinelas da Pátria da emoção desértica
Alimentam seus olhos de harpia ou hiena
Com o colírio da malévola quimera
E projetam, em tudo o que contemplam,
A paisagem da voragem, da tragédia!
Também vivem
Para dirigir
---- com mãos lascivas, ferinas, empedernidas, austeras, férreas -----
A operária orquestra
Das inebriantes Mandrágoras modernas.
Afinal,
A música da tortura
É executada:
O vírus da tristeza
Em direção ao povo
Sequiosamente se alastra,
Dando margem á era
Do contínuo desfile
Da fúnebre marcha.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
quinta-feira, 9 de julho de 2009
A IGNOTA EQUAÇÃO HERMÉTICA DE UMA MATÉRIA
Ela não emite e nem absorve o galopar pujante e pungente
Da luz, da energia.
Ela vaga intangível pelo espaço:
Á revelia dos tradicionais dogmas
Da Gravidade, da Astro-Física.
Ela faz da incapacidade
De comprovar a sua existência
O seu éden abscondido:
O poder da altiva acuidade,
O poder da mais onipotente fortaleza,
O poder da mais sábia aquarela da insurgência,
A fluência da mais dinâmica cachoeira da móbil clareza,
A sageza daquela que é a mais inalcansavel cordilheira da transparência!
Ela aglomera estrelas:
Torna o lúgubre universo
Em cinéticos pontos de luminescência.
Ela, afinal, me espanta:
Trajada com a indumentária do anonimato,
Se comuta numa das forças
Que timoneram o sideral vácuo.
Ah, como quero fitá-la,
Degustá-la opticamente
E tangê-la no afagar da demora:
Abraçá-la, amá-la, sorvê-la,
Adquirir-lhe a virtude do contínuo voo
E segui-la esconsamente
Pela vastidão das galáxias,
Que, a granel,
Nascendo, medrando, morrendo,
Caminhando para o reino da unificação se vão.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Da luz, da energia.
Ela vaga intangível pelo espaço:
Á revelia dos tradicionais dogmas
Da Gravidade, da Astro-Física.
Ela faz da incapacidade
De comprovar a sua existência
O seu éden abscondido:
O poder da altiva acuidade,
O poder da mais onipotente fortaleza,
O poder da mais sábia aquarela da insurgência,
A fluência da mais dinâmica cachoeira da móbil clareza,
A sageza daquela que é a mais inalcansavel cordilheira da transparência!
Ela aglomera estrelas:
Torna o lúgubre universo
Em cinéticos pontos de luminescência.
Ela, afinal, me espanta:
Trajada com a indumentária do anonimato,
Se comuta numa das forças
Que timoneram o sideral vácuo.
Ah, como quero fitá-la,
Degustá-la opticamente
E tangê-la no afagar da demora:
Abraçá-la, amá-la, sorvê-la,
Adquirir-lhe a virtude do contínuo voo
E segui-la esconsamente
Pela vastidão das galáxias,
Que, a granel,
Nascendo, medrando, morrendo,
Caminhando para o reino da unificação se vão.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
terça-feira, 7 de julho de 2009
VIAGEM POR UM FLASH
Por um átimo eu saio:
Saio do templo de mim
Para degustar novas paisagens:
Paisagens que mostram
Naturezas mortas, vivas;
Egoístas, magnânimas, malévolas;
Ecletismos e aquarelas sem fim.
E, ao fazê-lo,
As pernas do meu pensamento
Singram alamedas, pontes, rodovias
Da beleza esconsa em cada esquina
Das múltiplas humanas vísceras.
Tais vísceras são heterogêneas ilhas:
Por isso penso-as
Opulentos jardins magníficos, putrefados,
Singelos, prosaicos, ordinários,
Rarefeitos, temperados
De surpresa e poesia.
Deixo-me eivar
Dos matizes da pungência de mazelas alheias:
Viro aidético e experimento
O acerbo sabor do desprezo;
Viro sertanejo e sinto-me presa
Das intempéries da seca,
Das promessas feitas pelos magos da falácia
Como também da eterna esperança acesa,
Que, no peito destes incríveis seres resignados,
Nunca se açaima, se tresmalha, se rende ao fogo do ocaso;
Assumo-me como negro que sou,
Permitindo que meu corpo seja envolto
Pelo manto danoso da aura da marginalização;
Assumo-me como índio que sou,
Sentindo o cultural genocídio varrer o meu chão;
Assumo-me como paralítico que sou,
Assistindo impotente á porta das oportunidades
Trancar-se por onde as rodas da minha cadeira vão;
Assumo-me como mulher, como idoso, como homo,
Como gordo, como um joão-ninguém,
Como uma pessoa fora do social padrão
E sou alvejado mortalmente pelo projétil da exclusão.
Afinal, regresso á minha velha rotina,
Impregnado do eflúvio da consciência
De que o mundo é feérico,
E o tornamos diariamente facínora e carrasco,
A mais dantesca mansão sangrenta!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Saio do templo de mim
Para degustar novas paisagens:
Paisagens que mostram
Naturezas mortas, vivas;
Egoístas, magnânimas, malévolas;
Ecletismos e aquarelas sem fim.
E, ao fazê-lo,
As pernas do meu pensamento
Singram alamedas, pontes, rodovias
Da beleza esconsa em cada esquina
Das múltiplas humanas vísceras.
Tais vísceras são heterogêneas ilhas:
Por isso penso-as
Opulentos jardins magníficos, putrefados,
Singelos, prosaicos, ordinários,
Rarefeitos, temperados
De surpresa e poesia.
Deixo-me eivar
Dos matizes da pungência de mazelas alheias:
Viro aidético e experimento
O acerbo sabor do desprezo;
Viro sertanejo e sinto-me presa
Das intempéries da seca,
Das promessas feitas pelos magos da falácia
Como também da eterna esperança acesa,
Que, no peito destes incríveis seres resignados,
Nunca se açaima, se tresmalha, se rende ao fogo do ocaso;
Assumo-me como negro que sou,
Permitindo que meu corpo seja envolto
Pelo manto danoso da aura da marginalização;
Assumo-me como índio que sou,
Sentindo o cultural genocídio varrer o meu chão;
Assumo-me como paralítico que sou,
Assistindo impotente á porta das oportunidades
Trancar-se por onde as rodas da minha cadeira vão;
Assumo-me como mulher, como idoso, como homo,
Como gordo, como um joão-ninguém,
Como uma pessoa fora do social padrão
E sou alvejado mortalmente pelo projétil da exclusão.
Afinal, regresso á minha velha rotina,
Impregnado do eflúvio da consciência
De que o mundo é feérico,
E o tornamos diariamente facínora e carrasco,
A mais dantesca mansão sangrenta!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
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